Eu lamento,
um dia em tua amizade ter acreditado,
aberto para ti os meus braços
para receber teus desabafos
as minhas estações segredado
e o meu ombro ter ofertado,
mesmo estando eu em extremo cansaço !
Como eu lamento !
o tempo desperdiçado,
acolhido-te ao meu lado
em tua amizade confiado,
e palavras de esperanças ter-te levado.
Eu lamento,
tudo hoje ser parte de um passado...
que não desejaria recordar
por agora, ter feito diferente o meu pensar...
da minha amizade tão sincera,
pelo caminho deixaste escapar !
Eu lamento,
a amizade que eu por inteira te entreguei,
e na pureza da minha alma
naquele tempo nada divisei,
ter descoberto perto da noite,
o tempo tão consagrado eu desperdicei !
Eu lamento !
o silêncio por mim, hoje mantido,
o nada mais a ser dito,
pelas palavras vãs entremeadas por ti,
a tua omissão à defesa
de uma amizade tão cristalina,
quando venenosas trilhas
foram no caminho atravessadas,
e do outro lado tu foste,
em cumplicidade de mim falar,
estática... em vezes, permaneceste...
nenhuma palavra em defesa fizeste aqueles calar
e ao meu lado ficar !
Eu lamento,
hoje não mais conseguir ser a mesma,
que dividia contigo a mesma mesa,
em confidências, sem fim !
uma amizade antes,
contemplada por tão verdadeira... inteira...
acabada desta maneira.
Como eu lamento !


