Construí a verdadeira amizade,
com legítimos fios de ouro,
para não serem confundidos
com ferro, prata ou bronze.
E, sem razão: o silêncio...
Num dia, à distância,
a ausência da palavra de alento,
tão esperada, em certo momento...
Ah, como do amigo eu esperei...
O leal camarada,
que eu tanto aguardava
para me escutar !
No meu esconderijo esperando permaneci,
aguardando o aceno do meu parceiro,
sem clamor, brado ou agito
e nem um sino necessitar tilintar.
Ah, esqueci....
Que às vezes acontece uma miragem
quando em apuros, que a vida gira,
descobre-se tardiamente:
faltou a razão naquela fusão.
Houve um engano ?
ou a medida de um lado
foi mais intensa que o sempre
do juramento: até a morte !
No conceito de sua composição,
pensei haver: fidelidade... eternidade...
palavras, apenas palavras...
a amizade não foi entalhada
com o mesmo metal tão nobre ?!
Recife/PE
23/11/2009